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Aviso aos navegantes

Mais um "Aviso aos Navegantes"

A navegação comercial é responsável pelo transporte de 75% dos bens e serviços produzidos no mundo. Para o trânsito de tamanho volume de carga, os navios apresentaram, nos últimos 50 anos, um aumento considerável em sua capacidade de carga. Esses navios são construídos para que sempre estejam com um mínimo de armazenagem. Dessa forma, mesmo quando não estão carregados para transporte, devem estar com suficiente para uma navegação segura.

O uso da água de lastro é parte dos procedimentos operacionais do transporte aquaviário moderno e fundamental para a segurança das embarcações, porque somente com a água de lastro é possível controlar o calado e a estabilidade do navio, mantendo as tensões estruturais do casco dentro de limites seguros, é utilizada pelos navios para compensar a perda de peso decorrente sobretudo do desembarque de cargas. A captação e descarte desta água ocorrem principalmente em áreas portuárias, permitindo a realização das operações de desembarque e embarque de cargas nos navios, mas é também causa de grande impacto ambiental.

IMPACTOS AMBIENTAIS

Os danos ao meio ambiente oriundos das invasões por meio da água de lastro são confirmados através de varias décadas de pesquisas e registros de prejuízos ambientais causados pelas espécies invisíveis que navegam nos tanques de lastro dos navios, tanto no Brasil quanto no exterior. A transferência de espécies exóticas gera uma mudança na condição aquática da região invadida e pode levar à extinção de espécies nativas, bem como ocasionar prejuízo à comunidade local e à população como um todo, causando doenças de transmissão hídrica. Quando ocorre o desaparecimento de espécies nativas por meio da bioinvasão, ou seja, quando uma espécie invasora substitui uma espécie nativa, o dano ambiental pode ser imensurável, pois, em geral, ocorre um “efeito dominó”, visto que outros organismos dependentes da espécie eliminada também sofrem as consequências desse dano — por exemplo, a falta de alimentos —, correndo risco de extinção.

Durante a operação de lastreamento do navio, junto com a água também são capturados pequenos organismos que podem acabar sendo transportados e introduzidos em um outro bioma na aérea do porto previsto na rota de navegação. Qualquer organismo pequeno o suficiente para passar através desta manobra do sistema de água de lastro pode ser transferido entre diferentes áreas portuárias no mundo. Isso inclui bactérias e outros micróbios, vírus, pequenos invertebrados, algas, plantas, cistos, esporos, além de ovos e larvas de vários animais. 
Estudos sugerem que a água de lastro é considerada como um dos principais vetores responsáveis pela movimentação transoceânica e interoceânica de organismos costeiros, Mexilhão Dourado e o Coral Fantasma são exemplos, porém, o mais alarmante são as bactérias como o Vibrio cholerae (vulgarmente conhecida como Cólera) e a Salmonella spp (conhecida somente como Salmonella), responsáveis, respectivamente, por surtos de cólera e de salmonelose podem estar circulando na área do entorno portuário (presentes na água, bivalves, plâncton) devido à intensa atividade antrópica, que piora o saneamento dessas áreas. Surtos de cólera, principalmente, têm sido muito associados à água de lastro dos navios, sendo esse um dos parâmetros utilizados para verificar a eficácia de um tratamento de água de lastro. No Brasil, foi demonstrado o transporte do agente da cólera através da água de lastro de navio, em um estudo pioneiro que ocorreu em 2001, constatando-se a presença de até 5,4 milhões de bactérias por litro de água de lastro de navios que atracaram no Brasil, sendo que em onze — de cento e cinco — amostras foi identificado o agente da cólera. O Vibrio cholerae é considerada uma bactéria exótica do ecossistema aquático, podendo ser encontrado em águas marinhas, estuarinas e dulcícolas12, bem como associados na superfície e conteúdo intestinal de animais vertebrados e invertebrados (plâncton, moluscos bivalves, peixes, água e larvas de crustáceos), facilitando sua disseminação e transporte via água de lastro.

Em geral, os tanques de água de lastro são locais escuros, desprovidos de ventilação, ou seja, apresentam pouco oxigênio e não recebem luz solar. Entretanto, mesmo nessas condições, existem espécies que resistem às longas viagens marítimas, e, quando liberadas no novo ambiente, podem ser perigosas. Há diversos processos biológicos para o estabelecimento das espécies, mas o que se sabe é que algumas espécies conseguem se inocular, ou seja, podem ficar congeladas esperando o momento certo de atacar, de eclodir para a vida quando encontram as condições apropriadas para isso. Passados aproximadamente 25 dias, novamente o navio que chega ao Brasil, portando grande volume de água de lastro a bordo; esse volume representa aproximadamente 58.536 caixas de 1000 litros de água salgada. Agora que o navio já chegou, o principal desafio é saber se água de lastro a bordo tem alguma espécie que pode atacar o meio ambiente local. Como é praticamente impossível saber isso sem examinar a água, devem-se adotar medidas de controle para que o navio não despeje junto com a água espécies com potencial de prejudicar o meio ambiente.
As principais consequências negativas da introdução de espécies exóticas e nocivas incluem: o desequilíbrio ecológico das áreas invadidas, com a possível perda de biodiversidade; prejuízos em atividades econômicas utilizadoras de recursos naturais afetados e consequente desestabilização social de comunidades tradicionais; e a disseminação de enfermidades em populações costeiras, causadas pela introdução de organismos patogênicos.

A SOLUÇÃO

A IV PARTNERSHIP, é uma companhia que atua no segmento de logística portuária. Desenvolve uma solução inédita para atracação, embarque, desembarque e armazenagem de cargas em alto mar. Nossos clientes são todos os players envolvidos no processo da logística empresarial: indústrias, portos, armadores, agentes de carga e de transporte, importadores, exportadores.
A solução inédita de operar em alto mar faz da IV PARTNESHIP a primeira empresa do mundo com este perfil empresarial. A empresa desenvolveu um modelo inédito para contemplar a todos os interesses da logística portuária e de investidores do setor, com ênfase especial a proteção dos biomas oceânicos costeiros e das águas doces de rios. A diferença é que toda execução de serviços acontece em alto mar, mantendo os navios em uma distancia segura e necessária para efetuar o transbordo de cargas oriundas de todo o planeta mitigando toda a problemática de mais de 50 anos de bioinvasão marinha e biopirataria.
Com a construção dos navios ATLAS HVS da Iv Partnership e com a inovação tecnológica introduzida, seja pelas plataformas de compensação, pela robotização do sistema de aproximação e pouso de contêineres, já é possível transbordar estas cargas com máxima segurança em alto mar.
Todo o processo tem a aprovação das maiores empresas de produção tecnologia avançada e eficiência em alto mar, acompanhamento logístico, transporte marítimo, robótica, engenharia de navegação, etc.

Fontes: ZANELLA, Tiago Vinicius. Água de Lastro: Um problema ambiental global.
Curitiba: Juruá, 2010. 
Art. 3, inc. III lei da Política Nacional do Meio Ambiente - Lei 6938/81
Art. 2, inc. XVII da Lei 9966/00
Ministério do Meio Ambiente. 2009. Informe Nacional sobre Espécies Exóticas Invasoras Marinhas
no Brasil. Série Biodiversidade, nº 33. Brasília: MMA/SBF. 440 p.