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LUCRO NO PREJUÍZO, A PARTIR DA ANÁLISE DA CURVA DE CONHECIMENTO (Fernando Valente - C.E.O. da iV Partnership)

LUCRO NO PREJUÍZO, A PARTIR DA ANÁLISE DA CURVA DE CONHECIMENTO

Apesar dos termos parecerem excludentes, lucro no prejuízo, pode ser o segredo dos grandes empreendimentos da humanidade.
Já virou retórica vazia a afirmação de que a persistência é condição para o sucesso. O que falta? Uma informação mais técnica que justifique tal comportamento. 
A pouco tempo, numa conversa com um parceiro de negócio, ouvi pela primeira vez o termo curva de conhecimento. Confesso que a partir daquele momento passei a observar os empreendimentos sob a ótica da análise desta curva.
Percebi que muitos empreendimentos tidos como fracassados, geraram uma curva de conhecimento significativa. Acredito que ela ser a ferramenta que explique a importância da persistência, afinal, ela pode estar diretamente proporcional a curva de valor da ideia. Ela pode definir se o empreendimento está no estágio de ideia ou negócio.
Ao observar a experiência de Thomas Edson e o desenvolvimento da lâmpada elétrica incandescente, podemos ver claramente que o “fracasso” fazia parte do dia-dia, assim como a curva de conhecimento.  
Vale a pena circunstanciar o momento daquele empreendimento. Thomas Edson não estava sozinho, John Pierpont Morgan era seu investidor. O Jovem J.P. Morgan havia sido orientado várias vezes por seu pai a interromper os aportes a Edson. Porém, Morgan não obedecia seu pai. Aqui vale a pena abrirmos um parênteses, vemos um conflito comum no mundo dos empreendimentos, o conflito de gerações. Os mais velhos ou mais bem-sucedidos, tendem a perder o otimismo e tornarem-se exatamente aquilo que combateram quando estavam iniciando. 
Mas voltando à nossa análise: talvez Morgan tenha observado nas experiências de Edson a curva de conhecimento e percebido que o sucesso estava próximo ou que poderia negocia-lo e recuperar seu investimento.
Nos gráficos abaixo vamos observar o que acontecia  :

Note que a cada tentativa a curva de conhecimento aumentava, mesmo com os recursos financeiros sendo consumidos, o valor da empresa acompanhava a curva de conhecimento. Podemos concluir que em alguns negócios, que não apresentam uma inviabilidade definitiva, a persistência se justifica pela curva de conhecimento adquirida nas tentativas.
Lembro de um livro que li a anos atrás, discorria sobre como os judeus lhe davam com o dinheiro. Uma frase que guardei foi: “ quando não se está ganhando dinheiro, se está estudando para isso”. 
A iV PARTNERSHIP foi por muitos anos um empreendimento, que se aprimorou com o tempo. A curva de conhecimento sempre foi ascendente e mesmo sem realizar um lucro sequer, seu valor crescia no tempo. A cada valor investido, mesmo no aparente fracasso, acreditava que a próxima rodada de investimento ficava mais fácil. A única inimiga de todo este processo é a ansiedade. Alguns negócios exigem um tempo de maturação, e por vezes não está ligado a necessidade de recursos financeiros.
Não temos a pretensão de esgotar ou afirmar que em todos os empreendimentos a persistência é o caminho, mas com certeza, muitos estavam com o empreendimento mais valorizada após um dito “FRACASSO”! E desistiram por ansiedade, pior, ansiedade alheia.